Especial Jubileu 50 Anos

 

Muitas emoções...

Em cada um de nós uma história para contar, um momento vivido, uma fé revigorada e certamente um momento inesquecível.
Marcamos nossa vida passando pela Paróquia Santa Zita, ou ela é que marcou nossa vida?
Confira alguns depoimentos de membros ilustres, que sem dúvida, ajudaram a escrever alguns dos capítulos desta história de cinqüenta anos.

 


João Casagrande Netto

João Casagrande Netto – 72 anos

“Freqüentei a comunidade Maria Gorete e depois passei a ir à Igreja de Santa Zita.
Minha vida é aqui e por isso freqüento até hoje.
Comecei na Congregação Mariana, passei para o Curso de Noivos e depois Pastoral do Batismo, onde participo até hoje.
Meu maior ensinamento foi os cursos que o Pe Antonio ministrava toda segunda feira, durante sete anos, na década de 70 para ajudar na catequese com as crianças. Foi uma grande experiência.
Deixo uma mensagem aos jovens que continuem a freqüentar e estudar a fé católica, porque a Igreja é a nossa mãe e é fonte de ensinamento.
Além de participar da eucaristia e das práticas religiosas, os católicos devem formar grupos pastorais e também de divertimento. Nós, na Congregação Mariana, por exemplo, formamos um time de futebol, inclusive o Pe. Antonio até jogou com a gente”.

 

 


Isaura Joaquina Duarte

Isaura Joaquina Duarte – 87 anos
“Sempre participei da Igreja, já ajudei costurando e lavando roupas para os coroinhas, e até já limpei a igreja. Contribui com a compra de dois bancos para a igreja nova.
Hoje participo do Apostolado, das celebrações, na quaresma assisti a via sacra realizada durante a semana. Quase todos os dias, vou a Igreja.
Gostava muito do Pe. Biselli. Quando ele estava no hospital, fui visitá-lo.
Hoje tenho netos batizados, que fizeram a primeira comunhão e o crisma na Santa Zita.
Todos temos que participar, sem Deus não somos nada. A fé é algo inexplicável”.

 

 


Domingos M. Alves de Jesus

Domingos Modesto Alves de Jesus – 66 anos

“Casei no altar da Capelinha.
Ajudei a montar a Congregação Mariana, contribui, junto com outros colegas, na construção da igreja, pedimos tijolos, para a comunidade, para ajudar a construção. Participei do Grupo de Jovens, Grupo de Casais e na preparação do Curso de Noivos.
No dia da construção mesmo da igreja teve uma chuva enorme, o Bispo veio, era muita lama, a Avenida Conceição não tinha asfalto. Então nós vínhamos descalços e aqui lavávamos o pé. Foi um momento marcante.
Todos devem lutar pela continuidade da nossa igreja.
Pais tragam seus filhos”.

 


Rodolfo Antônio Zorzal

Rodolfo Antônio Zorzal – 60 anos

“Minha primeira experiência aqui foi na inauguração da pedra fundamental.
Eu entrei na Congregação Mariana de Menores, depois passei para a de Maiores, depois para o Grupo de Jovens, conheci minha esposa, casei aqui, a banda onde eu toco também nasceu aqui.
O Pe. Biselli era um padre empreendedor, tinha muito conhecimento religioso.
A colônia Portuguesa teve uma participação imprescindível na construção da igreja, por isso a igreja também leva o nome de Nossa Senhora do Caminho.
Nas procissões, às vezes enquanto estavam saindo as últimas pessoas, as primeiras já tinham dado a volta e já estavam chegando. Contamos mais de quatro mil pessoas.
Aqui eu vivi tudo, gostaria de ressaltar a lembrança do Pe Biselli e das pessoas que foram importantes aqui. Gostaria de que os jovens sejam tão felizes quanto eu fui aqui. Neste solo tem muito trabalho, a fé sem obras é morta.
Eu devo tudo o que tenho a esta comunidade, cuja padroeira é uma empregada doméstica que só amou o próximo com toda a sua simplicidade”.

 


Alceu Bergami de Queiroz

Alceu Bergami de Queiroz – 67 anos

“Estou aqui antes mesmo do início da Paróquia Santa Zita.
O Pe. Biselli era uma pessoa maravilhosa, eu trabalhava numa lojinha aqui do lado e tive o privilégio de conversar muitas vezes com ele.
Ele cuidava muito da juventude, devido a sua experiência na Itália. Onde tinham até colônia de férias para os jovens.
Ele dizia que queria falecer celebrando e realmente quando ele passou mal, ele estava celebrando, fez questão de terminar a celebração. Era um verdadeiro sacerdote, um pastor que cuidava 24 horas do seu rebanho.
Quer ser feliz? Para adquirir a felicidade, tem que ter bastante fé e ouvir o que a igreja tem para lhe dizer”.

 


Victor Manuel Rodrigues

Victor Manuel Rodrigues – 66 anos

“Vim direto de Portugal em 1956 para a Vila Maria Alta.
Por volta dos meus dezoito comecei a ir na Paróquia Santa Zita, uma igrejinha pequena na Rua Viamão. Lá, um grupo de amigos se reuniu para iniciar esta comunidade.
No início não foi fácil. A primeira luta foi pela compra do terreno.
Fizemos diversas quermesses e festas para angariar fundos e com a ajuda de todos erguemos a Igreja de Santa Zita e Nossa Senhora do Caminho, que hoje nos enche de orgulho. Eu fiz parte da Comissão de Obras.
Quero fazer uma homenagem a todos que ainda participam e aqueles que já partiram, mas contribuíram muito.
Peço aos jovens que busquem na história de nossas padroeiras exemplos de dedicação para darem prosseguimento as atividades da igreja”.